
De vez em quando, faço a mim mesma perguntas existenciais próprios de quem tem muito que fazer mas prefere ficar no sofá a criar raízes. A ver: “porque é que as cagadelas dos pássaros em cima de um carro branco são pretas e em cima de um carro preto são brancas?!
Hum…
Nesses momentos de introspecção faço um género de apanhados dos meus defeitos e das minhas qualidades. Naturalmente os meus defeitos são pigmeus diante das minhas infinitas qualidade mas não sei porquê, tenho a sensação que muitos pensarão o contrário… bah, cambada de judas, é o que são!
Tenho reparado que tenho uma relação quase de ódio com os restaurantes principalmente se falarmos daqueles restaurantes muito sofisticados com todas aquelas etiquetas-mete-nojo.
Pergunto: será defeito?
Assim como não suporto aqueles restaurantes ou tascos onde as pessoas comem como leões assanhados e esfomeados, se bem que já vi no National Geographic leões comerem com mais distinção do que algumas pessoas, abomino os requintes exagerados.
Depois há aquelas expressões completamente idiotas. Por exemplo, vou a um restaurante acompanhada e o empregado pergunta:
- “É para jantar?”
Em pensamento: “Não imbecil, estamos aqui para jogar ténis! Tem um court livre? Não? Pronto então vamos jantar, por acaso calha bem porque esquecemo-nos das raquetes… abécula!”
A seguir insiste e pergunta:
- “Para dois”?
Em pensamento: “Naaa, aqui o primata que me acompanha, come com os dedos, empresto-lhe o garfo de vez em quando!”
Há também clientes que fazem a pergunta da praxe:
- “O peixe está fresquinho?”
Colocando-me do lado do empregado dá vontade de responder:
- “Ah não, está completamente podre há 5 dias mas por ser para si vamos tentar cozinhá-lo!”
E essa mania de perguntarem quando terminamos de jantar mesmo diante de um prato limpo-lambido, travessa vazia:
- “Já acabou?”
Em pensamento: “Não, falta comer o prato e depois vejo se ainda tenho espaço no estômago para atacar a mesa!”
Em alternativa, temos a casa dos amigos. Somos convidados e mo meio do pessoal haverá sempre expressões daquela pessoa conhecida que não nos larga o rabo:
- “Ah, és tu?”
- “Não, não sou eu. Não estou aqui!”
- “Foste convidada também?”
- “Naaa, parti o vidro da janela para entrar!”
- “Vieste cá comer? Hahahahaha”
Em pensamento: “Naaa, vim cá de propósito dizer-te que vi os resultados das análise à BSE, podes estar descansadinha és uma vaca saudável!”












