quarta-feira, novembro 19, 2008

Água de dieta

Existe no mercado japonês à venda uma água especial, senão vejam:



Tendo consciência que poderá eventualmente existir uma ou quiçá duas pessoas que não percebam a língua, o que considero francamente lamentável, passo a explicar que essa água tem metade das calorias do que uma água normal!!!

Sim, não me enganei, escrevi correctamente, não é fantástico??
Diz que tem "Todo o sabor da água comum com metade das calorias"!

Quem quiser perder peso tem agora a oportunidade de beber água, esse néctar dos Deuses, sem recear a balança.
Não é caso para ficar estúpido-de-facto?


Sayonara.


PS: só falta colocarem no mercado bombas de oxigénio com metade das calorias para eu atingir o climax! YES WE CAN!

terça-feira, outubro 21, 2008

Perguntas IV

Não fica bem perguntar aos automobilistas que estacionam nos lugares para deficientes se precisam de ajuda?



É exagero e leviano da minha parte desejar que aqueles condutores que passam de 30 km/h para 200 km/h sempre que eu tento ultrapassá-los, espetem os c*rnos na próxima curva?

Os peões que atravessam a passadeira e nos olham fixamente com aquele ar de pára-ó-canastrona-se-tás-com-pressa-aguenta-a-cavalaria-tenho-prioridade, estão chateados comigo, com o mercado automóvel, com o governo ou o mundo em geral?

Existe algum limite para o número de palavrões que podemos dizer enquanto conduzimos?

Parece mal buzinar aos carros das escolas de condução e às carroças movidas por cavalos e burros?

sexta-feira, outubro 17, 2008

Super-dragona!

Só para desanuviar e para saberem que eu até tenho sentido de humor quando não estou com a TPM, aqui vai:

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Autor: Jacinto Dorde Corneta Aquino Rego Lampião

sexta-feira, outubro 10, 2008

Proibido spittar!


Sei que estou em falta há muito tempo, assim queria deixar uma recado aos meus veneráveis comentadores que não abandonei a blogosfera (por enquanto) apenas estou em stand-by (palavra tão bonita de se escrever) bastante apreensiva com esta crise financeira, a fragilidade dos bancos… etc… etc… e f*da-se para isto!
A falta de tempo habitual não tem ajudado nada até para ir à “casinha” tem que ser às prestações!


Estes dias tive que me dirigir a uma entidade pública que gosto tanto. Sempre que me falem em Repartições de Finanças, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, CTT, Segurança Social, Centros de saúde e afins até me vêm as lágrimas aos olhos… dá gosto ver os funcionários públicos empenhados nas suas tarefas à velocidade da luz, sempre sorridentes, sempre prontos para ajudar o próximo, com um tremendo profissionalismo cujas conversas paralelas são sempre no âmbito do trabalho… uma emoção!

Bom, lá estava eu toda contente à espera da minha vez assim como um aglomerado significativo de pessoas. Não me fiz rogada e aproveitei um lugar entretanto vago para me sentar… quando vi o assento que parecia ser azul de origem com manchas que variavam entre o preto e o cinzento ainda hesitei mas sabendo que iria ficar 2 horas à espera, tive pena das minhas perninhas e num acto de coragem lá sentei-me valentemente. Confesso, foi difícil!

Entretanto para não fugir à regra e porque as tradições são para se manterem, enquanto alguns funcionários passeavam os papeis e davam uma de prosa para deleite de quem esperava, outros davam uma fugida para o café da esquina não fossem as tensões baixarem de tanto trabalho árduo.

Nesse tempo de espera que durou cerca de 140 minutos, tive a oportunidade de rogar pragas à torto e à direito, sim, pronto, admito, sou impaciente… fazer o quê? Bom, nesse espaço de tempo, além de chamar nomes de animais aos funcionários, tive tempo de observar o meio ambiente qual National Nojeiric.
Além das coçadelas na tomatada, das limpezas às fossas nasais e ouvidos com a unhaca mais saliente, dos toques rascas dos telemóveis (tudo normalíssimo), reparei que sempre que alguém tossia, desencadeava-se uma onda de tosse igual aos roncos como que a desentalar os escarros da garganta… um mimo!

No entanto, o culminar desta orquestra sinfónica aconteceu quando entrou um sujeito com aspecto duvidoso que se sentou mesmo em frente ao meu campo de visão. Pegou no jornal e começou a festa. O que julgava serem espirros afinal era tosse compulsiva. Nada significativo não fosse em cada final de ataque de tosse ele cuspir literalmente o escarro esverdeado para algo que parecia ser um lenço de papel. Rrrrrrptahh!
Ora conforme ele ia tossindo, eu contorcia-me toda, tapava os ouvidos e tentava abster-me daquela imagem repugnante… mesmo repugnante!
Era eu a chorar das convulsões provocadas pela sensação de vómito pois por mais que me esforçasse, acabava por ter que ver o circo. O sujeito babava-se, falhava ao cuspir os escarros no lenço caindo na roupa e jornal… prooooonto vou dispensar os pormenores mais sórdidos (desmancha-prazeres!!).
Desesperada tapava a cara com os meus papeis, recostava-me na cadeira  e rezava para que lhe desse uma caganeira… até que chegou a minha vez.
Levantei-me com pujança mas com distinção, calquei a minha saia e consequentemente fiz figura de lanzuda. Claro!


sábado, setembro 13, 2008

Perguntas III

Perguntas que coloco mentalmente nos hipermercados:


Os carrinhos estão todos estragados ou só aqueles que eu escolho minuciosamente?

Porque a funcionaria pega no telefone para saber o preço de um artigo quando estou na caixa com apenas um cliente à minha frente?

O papel higiénico reciclado é higiénico?

Também contam o número de produtos que os clientes à vossa frente nas caixas "até 15 unidades" trazem no cesto?

As funcionárias que falam pelo intercomunicador são todas fanhosas?

terça-feira, setembro 09, 2008

Asneiradas


Por vezes vejo certos programas na TV, não porque o programa em si interessa mas pelas bacoradas que por lá proliferam.
Uma que não entendo é a insistência dos jornalistas em dizer “lidres” em vez de “líderes”! Líííííderes, carago!

Quando tenho tempo, aponto num caderno as asneirolas mais idiotas e inadmissíveis de alguns “profissionais” da comunicação.
Posso afirmar que tenho matéria inédita para escrever um livro, fica para mais tarde recordar.

Exemplos:

- “Lá em casa pode haver algumas dúvidas, acreditamos que sim, acredito que não” - José Figueiras

- “O Benfica empatou 1-0 com o Estoril” - Jornal da noite da TVI

- “A vítima caiu no chão completamente morto”- Jornal da tarde (não apontei o canal)


Uma das minhas preferidas é esse grande vulto da apresentação nas madrugadas da TVI (concurso chula-parvos: “Sempre a somar”) que se diz chamar Liliana Aguiar.

Eis uns excertos desta apresentadora de prestígio:

- “Estou ansiosa mas nada nervosa”

- “Têm que correr no seu telemóvel”


- “Ao jogar vocês estão a divertir-se muito a puxar pela cabecinha”

- “2 minutos é o tempo que tem para o nosso fantástico telefone”


- “Isto é caso para por a mão à cabeça porque alguém vai descobrir esta palavra”

- “Não pode perder a oportunidade em marcar este fantástico número (de telefone)”

- “Estou a abanar o pezinho porque o tempo está a terminar”


- “De certeza que estão a telefonar de um telefone vermelho, se não é vermelho é azul!

-“Quando desvendar esta palavra vão todos roer as unhas”

- “Ohhhhh não! Não foi a palavras certa MAS nada de alegrias!”


- “Vim de férias, vim com o espírito diferente!”

- “Quem não sabe a palavra chave para completar a palavra chave?”

- “Estão nervosos? Têm que estar! Para ganhar 1500€ têm que estar!”


- Arrancou o relógio e você arrancou porque se não marcar o telefone pode ficar triste”

- “Todos a correr com o telefone!”

- “Precisam de uma esferográfica e de uma caneta para apontar todos os palpites”

- “Olá boa noite, como se chama?
- Franco!

- Frango?
- FRANCO!
- Ahhhh de repente percebi frango e já estava com fome”

Com tanta gente competente sem emprego… eh pá! COM CATANO!!

segunda-feira, setembro 01, 2008

Bloganiversário

FOTO REMOVIDA

De forma a assinalar o 2º ano da existência deste meu ilustre blog (porra, tanto tempo!) lembrei-me de fazer um género de retrospectiva mas por falta de tempo (fica para uma próxima) publico uma foto da minha turma da 4ª classe.

Desafio qualquer um e uma a encontrar-me. Não é tarefa fácil!

Encontrei essa foto mais umas tantas no baú das recordações e achei piada a esta por ser a única a preto e branco.
Esta turma foi especial porque foi com esta que experimentei os prazeres do esqui. Foi com esta turma que fiquei 3 semanas fora de casa e do calor dos meus pais e da praga do meu irmão (na época).

Em pleno Inverno fomos para uma estancia de esqui no Massif Central perto de Le Puy.
De manhã tínhamos aulas, a tarde era toda dedicada a aprendizagem do esqui. Garanto que a neve é um bom amortecedor assim como as pessoas que atropelávamos. Os postes estes é que não eram tanto.
Bons velhos tempos embora… complicados porque estávamos completamente isolados de tudo e de todos. Telemóveis não existiam (como é que a nossa geração sobreviveu?) e telefonemas para casa, tá quieto! Nada. Os nossos pais para saberem algo tinham que se dirigir à escola.

Com apenas 10/11 anos, tratar de toda a logística não foi fácil. De 3 em 3 dias os nossos armários eram revistos para avaliar a nossa organização. Nada de televisão, só podíamos ler e escrever cartas para a família. Enfim, foi um género de tropa infantil.
Ainda tenho as cartas que os meus pais e o meu irmão me enviavam cheios de saudade (hmmm... ainda estou por apurar os argumentos que os meus pais utilizaram para obrigar o meu irmão a escrever-me).
Gostava especialmente dos “PS” da minha mãe que carinhosamente escrevia: "cuidado com os doces, não engordes!”. Um mimo!
À noite no quarto das raparigas na hora de apagar as luzes era o momento da ranheta para confundir a choradeira das saudades de casa. Chorar? Pffff… que vergonha! :)
Tantas recordações… foram dias difíceis mas não os trocava por nada.